quinta-feira, 18 de julho de 2013

Até que o consumismo nos separe...

Shopaholic



A gente tá cansado de saber que o motor da economia capitalista é movido à consumo. A potência estadunidense é a prova - ou foi. E isso é bom; por um ponto de vista meramente “evolucionista”, já que a “livre concorrência” aliada ao desejo de vender faz as indústrias inovarem, criarem coisas incríveis, a tecnologia nos surpreende a cada dia e no mundo da moda a gente vê muita criatividade, re-leituras originais e mil novos produtos de beleza. Tudo isso impulsionado pela cultura do consumo que se apóia no marketing original que busca atender as necessidades do consumidor – ou cria-las (isso já é outra discussão), visando vender, lucrar e se posicionar no mercado. Mas, em que ponto que esse consumismo que leva a criar, pode destruir?

Do lado de cá, os consumidores não vem os produtos apenas como instrumentos para facilitar e elevar seu estilo de vida. Aí que mora a síndrome capitalista: o seu motivo de comprar. Para alguns a compra é motivada pelo status. Não há nada de mal em querer se promover como antenado, fashion, descolado, inteligente, bem-sucedido para se expressar ao mundo. Porém, há aqueles que buscam ser uma coisa que não é. Há, portanto, o lado positivo da busca de status relacionada a reconhecimento e busca de inserção na sociedade; e o lado negativo, que é baseado em mentira, falsidade e artificialidade. É claro que não vou negar que gosto do status de ter um iPhone, mas o comprei também pelas mil facilidades que ele me proporciona com as quais hoje eu já não vivo sem, todavia, ainda não vi a necessidade de trocá-lo pelo modelo mais recente, porque aí sim, da minha parte, seria pelo status de ter o mais novo. Mas tem quem o faça por ser amante de tecnologia. Eu até tenho uma pontinha dessa característica, mas ainda não tive a condição financeira de trocar, enfim, entramos em outro ponto.

Alguns consumidores ansiosos por comprar esses mil produtos novos, seja por status ou para  suprir uma “necessidade supérflua” – parece paradoxal, mas é o que chamo aquilo que achamos que precisamos, mas não íamos morrer se ficasse sem – enforcam-se nas parcelas do cartão de crédito, esvaziam seus cartões de débito, pegam dinheiro emprestado para pagar dívidas e depois pegam mais para pagar o empréstimo anterior. Sai do controle. E por quê? O desejo de consumir ultrapassa o bom senso administrativo da suas próprias finanças. É como nossa amiga Becky ( vivida por Amy Adams – a nova Lois Lane – adoro essa atriz) do filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” – um filme que, com certeza, vale a pena assistir; a personagem passa o filme fugindo do cobrador, participa de um grupo, tipo consumistas anônimos e faz um auê danado só pra comprar desesperadamente um echarpe verde  que ela achava que necessitava loucamente – depois do filme eu fiquei querendo um, rs!

Os delírios de Consumo de Becky Bloom


E ainda falando de Rebeca Bloom, entra o pior motivo para se comprar: mais do que querer um pouco de status – quem não o quer?, mais do que comprar além das necessidades financeiras – isso se dá um jeito e é menos importante, o problema são aquelas pessoas que compram pra se sentir bem, como uma necessidade psicológica, que realmente precisam de um tratamento, porque o que ela está tentando preencher nunca vai ser preenchido por objetos ou status, muito menos dinheiro. O consumo pode trazer uma satisfação momentânea. Mas o vazio volta. Mas gente, é normal ficarmos felizes quando compramos, e, ás vezes, pode ter um efeito terapêutico. Um dia uma avó levou a neta na minha loja e disse: “quero comprar algo pra ela ficar feliz, porque ela não sai de casa há uma semana desde que o pai, meu filho, morreu”. Bem, eu estranhei “Como uma roupa vai fazê-la feliz?”, mas a mocinha saiu diferente e naquele momento aquilo foi bom pra ela. Entretanto, tem pessoas que dependem disso todo dia pra se sentir realizadas. Gente, vamos cuidar de nosso interior primeiro. Se auto conhecer é essencial e encontrar uma razão em Deus e nas pessoas. Porque sorriso, abraços, Amor, isso não se compra! Dê e receba!

Então, era isso que eu queria refletir essa semana! Que a experiência de comprar seja linda, sinta-se mais feminina com uma roupa nova, usufrua das tecnologias disponíveis (eu estou louca naquela máquina de fritar sem óleo)! Mas não o faça só pelo status, controle suas finanças, fuja do individualismo, outra característica dominante nesse mundo capitalista, afinal, qual a graça de viver sem compartilhar com alguém? Metideza, esnobismo, soberba, avareza, não traz nada de bom! Pessoas sim, embora possam trazer as piores coisas também, são elas que Deus usa como canal de Amor! E, aliás, deixe-se ser usada também! Não deixe o consumo ser a razão do seu trabalho, a raiz da sua alegria, o que importa são os momentos, os sentimentos, as pessoas, aquilo que é eterno... 

Beijos :*
Andressa MP

Gossip Girl
Momento saudade das it girls Serena e Blair de Gossip Girl


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Dressa