sábado, 3 de agosto de 2013

Aventuras na Argentina - Lua-de-mel em Buenos Aires



Lua-de-mel em Buenos Aires, eram apenas 4 dias. Julho 2011. Levamos nossos dois cartões de crédito internacionais e alguns dólares. Tomávamos café da manhã no hotel, andávamos pela cidade, comíamos lanches pelo caminho e assistimos a um incrível show de tango. E perdemos a última nota de 100 dólares. Que era pra pagarmos o táxi de volta, que só aceitava dinheiro. Ficamos desesperados. Tentamos contratar táxi pela internet que pudesse passar cartão, mas não deu certo. Até que achei o mesmo banco onde tinha conta no Brasil e  com meu cartão de débito tentamos sacar dinheiro, sem sucesso. Descobri que aquele banco na Argentina não tinha acesso a minha conta no Brasil. Logo, eu estava sem dinheiro na Argentina, e mesmo tendo dinheiro na conta do Brasil, não tinha como sacar.

Aff, e agora? Tentamos em várias agências daquele banco, mas perguntávamos aos atendentes e eles nem sabiam explicar e juntava a confusão da língua que dá pra compreender se os argentinos forem pacientes em prestar atenção e responder devagar. Se. Até que alguém disse que pudíamos conseguir sacar pelo cartão de crédito, teria uma taxa, mas era possível. Eu tinha que achar um banco com a bandeira que tinha atrás do meu cartão. Então, fomos a procura em todos bancos argentinos que víamos pela frente e conseguimos achar um que tinha o tal símbolo e sacamos. Sacamos até um pouco mais.
O dia seguinte era dia de ir embora. O que faríamos com pesos argentinos no Brasil? Separamos o dinheiro do táxi e gastamos o restante. Ganhei até um buquê de flores pelo caminho.  Bom, tudo deu certo, pagamos o táxi, chegamos no aeroporto e voltamos pra casa? Só que não, hahaha . Ao chegar lá um tumulto, todos os vôos cancelados porque a chuva fez as cinzas do vulcão chileno atrapalhar a visão dos aviões. Fomos encaminhados pela cia aérea para um táxi – que eles pagaram, gracias né pq o dinheiro acabou gente, kkkkk – para um hotel 5 estrelas por conta deles com direito a café da manhã e almoço. 

Até aí lindo, né? Mas sem jantar.
Foi aí que descobrimos que o limite do meu cartão tinha acabado porque paguei o hotel também. E os saques que fizemos também contava no limite. Eu não sabia. E os cartões do meu marido tínhamos liberado apenas para o período exato da viagem – não ia precisar né, a gnt já teria ido embora. Tinhamos direito a uma ligação. Mas só conseguíamos ligar para fixo e meus pais não tinham fixo. Eu pedi pra sogra avisar meus pais, só que precisava ver com meu pai se ele ligava para meu trabalho porque eu tinha que ter ido trabalhar já. A internet do hotel era paga e cara, tipo uns 40 dólares, mas não tinha cartão pra pagar mesmo assim. Bem, durmimos sem jantar, a base de um último lanche que tinha feito no aeroporto com as últimas notas estrangeiras...
No dia seguinte, curtimos o hotel que era lindo e perfeio, e as refeições oferecidas, né? Kkkkkkkk . A noite um ônibus levou todos passageiros ao aeroporto. Chegando lá, tumulto total porque todas as companhias já tinham seus passageiros daquele dia e tinham que encaixar os que perderam o vôo do dia anterior. Foram encaminhando passageiros para outras companhias, outras conexões e depois de horas, sobraram umas cinco pessoas que não couberam em nenhum vôo, entre elas, adivinha? A gnt!
O quê? Mais um dia naquele hotel 5 estrelas? Pensar por esse lado parecia lindo, mas e o jantar? E como eu ia confirmar se meu pai avisou meu chefe dinovo? Conversamos com a atendente da cia aérea e tivemos nosso jantar. No dia seguinte fomos ligar na central do cartão de crédito para desbloqueá-lo porque pensamos em comer um lanche num café que tivesse internet pra eu enviar um e-mail para meu pai pelo iPad e confirmar se ele contactou meu chefe. Trocamos R$2 por um monte de moeda argentina e fomos no orelhão. Resultado = acabou as moedas e não deu tempo de fazer todas as confirmações. Voltamos para o hotel pra fazer a ligação do quarto. Depois de um tempão no telefone, conseguimos – e pagamos uma fortuna pela ligação no check out.

Saímos pela av. 9 de julho, a principal de Buenos, onde fica o Obelisco, a procura de um lugar pra comer e usar a internet. Achamos uma lanchonete onde lanchamos e eu usei a internet. Quando entrei no e-mail meu pai já tinha mandado um dizendo “Já falei no seu trabalho, está tudo ok”. Fiquei aliviada, respondi, entrei no face e conferi as curtidas/comentários na minha atualização de status de “noiva” para “casada”, hahaha, que tinha feito no outro hotel no primeiro dia de casada!!! Na hora de pagar a conta, nem te conto. O argentino diz: “no, no, no aceitamos cartão”.  Meu marido tentou pagar com real que tinha, outras lanchonetes aceitavam real e até deixavam uma plaquinha com o câmbio praticado no dia, oferecemos até mais. Mas o argentino dizia: “no, no, no aceito real”. Então, depois de muito insistir com o argentino seguimos o conselho dele: “vá trocar na casa de câmbio”. E, bem, eles não trocavam valores pequenos, a gente ia lá pra quê? Então, saímos da lanchonete, e estamos indo a casa de câmbio até hoje...

Licão: Nunca ande sem dinheiro. Se viajar leve dólar, pesos, tudo quanto é moeda que aceitarem por lá. E antes de entrar em um local confirme se aceitam sua forma de pagamento. E leve mais do que gastará, se sobrar troca no Brasil. E tenha mais de um cartão de crédito internacional, com limite maior do que você acha que vai gastar, pois nunca se sabe e já leve todos eles desbloqueados para compra internacional para uma semana além da data que você acha que vai voltar! Se for uma viagem longa, compre um chip local com 3G para comunicar seus parentes por whats app, skype, facetime, viber, etc. E  sobre os argentinos... são complicados, né? kkkkk Brincadeiras a parte, a Argentina é linda! 
Ps: Já prometi pra minha consciência que na próxima ida a Buenos AIres passamos na lanchonete pra pagar os míseros pesos!




xoxo,
Dressa

Um comentário:

Meninas, o que acharam?!
Thank you!
xoxo
Dressa