quarta-feira, 9 de julho de 2014

Uma dose de auto-estima

Desde pequena, minha adorável mãe, quem até hoje eu chamo de "mamãe" - e ela nem responde se eu chamá-la de mãe, bom, ela sempre pegou no meu pé para não ficar sem batom.

Chegava a ser chato. Principalmente porque, quem é da minha geração sabe, que, há alguns anos, quando éramos adolescentes, batom era coisa de velha, a gente gostava mesmo era de passar um gloss, ou como chamávamos, brilho. A desvantagem do brilho era que saia rápido da boca. Logo, eu passava, mas quando minha mãe via, eu já estava com a boca sem nada. E ela insistia que se eu usasse batom não teria esse problema porque batom fixa. Blablablá. Enfim, era uma novela... Até eu começar a me apaixonar por batom. Acho até que, hoje, tenho mais batons do que ela.

A questão é que, com o tempo, eu não só aprendi a usar batom e a amar batom. Eu entendi que, no fundo no fundo, o intuito dela estava além de me fazer usar batom em si. Ela estava preocupada em me ensinar a me cuidar. Queria que eu aprendesse a sair de casa com uma dose de vaidade. Uma dose de auto-estima. Para ela, passar batom é sinônimo de ser caprichosa e cuidadosa consigo mesma, o que, acredito eu, gera auto-confiança e passa credibilidade.

Cada pessoa pode ter um jeito diferente de ser caprichosa e cuidadosa consigo mesma. Seja pelo jeito de arrumar o cabelo. Ou a preocupação com exercícios físicos. Com o que come. Com o sono. Fazer a unha. Usar máscara de cílios. Ou até tudo isso ao mesmo tempo. O importante é que todos nós devemos dedicar no mínimo alguns segundos do nosso dia para nos enfeitar. Primeiro para si mesmo. Depois pela sua imagem.

Há pessoas que mal se olham no espelho. Ignoram-se. Empurram sua auto-imagem com a barriga. Um dia você se encara no reflexo de um retrovisor por acidente e desanima de si mesmo. Nem se reconhece. E o pior é que quando a gente desiste de fazer o bem pra gente, essa energia negativa contagia. Pessoas com auto-estima baixa tem uma energia  ruim que passa. Já ficou perto de alguém assim? Acho que até pega. Você quase se convence de que está na mesma.

A sua auto-imagem deve ir muito além da aparência, afinal você não deve gostar de si mesma apenas pelos aspectos físicos; considere seus valores, qualidades, pontos a melhorar, competências, habilidades, tudo. Mas, esse reconhecimento e cuidado físico é uma etapa do processo diário de auto-conhecimento. E depois se torna um reflexo. O que dá um efeito dominó. Quanto mais se conhece, mais se ama, mais se valoriza, mais se cuida, mais se estima. Por isso, a importância de se encarar no espelho.

Como eu adoro um espelho! Mas não vale olhar no espelho só pra colocar defeito. Ou sair espremendo cravos - tipo eu. Quando falo de encarar o espelho, falo de olhar-se nos olhos. Fazer caras e bocas. Rir de si mesma. Assistir-se. Aceitar-se. Mas realçar-se. Se nem quem se conhece bem, compreende-se por completo. Imagina o que está perdendo quem nem ao menos tenta conhecer a si mesmo. Será que você é tão desinteressante assim pra você mesmo?

Quando falei de processo diário de auto-conhecimento é porque, de fato, estamos mudando todos os dias. Novos aprendizados. Novas ideias. Um novo eu a cada dia. Acho que, se já tivssemos no ponto, a vida não teria mais sentido. Temos que estar sujeitos a aceitar mudanças positivas. Assim, se Deus nos fez com um propósito, mesmo coisas fúteis podem ter um papel importante para nos preparar para o que realmente importa. Logo, passar um batom para se sentir amada por si mesma, pode ser um princípio para então oferecer ao outro um cuidado semelhante. E então entender o que significa amar ao próximo como a ti mesmo!

E aí? Já tomou sua dose de auto-estima hoje?

xoxo,
Dressa







Um comentário:

  1. olá!

    adorei o texto! eu também estou precisando de uma boa dose de auto-estima :)

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

    ResponderExcluir

Meninas, o que acharam?!
Thank you!
xoxo
Dressa